Os números

Sem hype.
Com fonte em cada número.

O que as estatísticas oficiais dizem sobre a adoção de inteligência artificial nas empresas portuguesas — e o que isso significa, em concreto, para um stand. Todos os dados desta página têm origem citada.

INE Eurostat Nova SBE NTT DATA
01 O desfasamento

Os seus clientes já usam IA todos os dias.
As empresas ainda não.

40%

da população portuguesa já utiliza inteligência artificial.

11,5%

das empresas portuguesas utilizam inteligência artificial.

O cliente que conversa com o ChatGPT à noite espera que a empresa lhe responda com a mesma rapidez. Esse desfasamento de 3,5 vezes é a oportunidade de quem se mexer primeiro.

Fontes INE · Destaque TIC Empresas, 21 nov 2025 INE · população, nov 2025 RTP Notícias, nov 2025
02 A tendência

Durante anos quase não mexeu.
Agora disparou.

Subida de +2,9 pontos num só ano. E, ainda assim, das empresas que não usam, só 12,3% ponderam vir a adotá-la. É agora que se decide quem lidera cada mercado local.

2023 8,0%
2024 8,6%
2025 11,5%

Empresas portuguesas que utilizam inteligência artificial, por ano.

Fontes INE · Destaque TIC Empresas, 21 nov 2025 ECO, nov 2023 RTP Notícias, nov 2025
03 Por dimensão de empresa

As grandes já avançaram.
As pequenas ainda vão a tempo — por pouco.

9,4%

nas empresas de 10 a 49 pessoas — a dimensão típica de um stand.

49,1%

nas empresas com 250 ou mais pessoas.

20%

é já a média da União Europeia.

9 em cada 10 empresas pequenas ainda não usam IA a sério. Quem entrar agora não está atrasado — está à frente de 90% da concorrência direta. Daqui a dois anos, será ao contrário.

Fontes INE · Destaque TIC Empresas, 21 nov 2025 Eurostat · «20% of EU enterprises use AI», dez 2025
04 Profundidade de uso

Usar o ChatGPT de vez em quando não é ter IA na empresa.

72%

dos profissionais usam IA menos de 3 horas por semana.

  • 65% das organizações não têm qualquer política de utilização de IA; só 15% têm orientações claras.
  • 2% dos profissionais chegam ao nível «multiplicador» — uso intenso o suficiente para dar ganhos reais de produtividade.
  • A diferença está em sistemas que trabalham sozinhos, 24 horas por dia — não em ferramentas abertas de vez em quando.
Fonte Executive Digest · estudo Nova SBE (1.683 profissionais), jul 2026
05 O que os líderes fazem diferente

«O período de brincar com a IA terminou.»
Só 15% lideram.

F1

Tarefas isoladas

Cada tarefa repetitiva resolvida à parte, sem ligação entre elas.

F2

Copilotos

Ferramentas que ajudam quem trabalha, mas só quando alguém as abre.

F3

Sistemas que agem · agora

Interpretam contexto e agem sozinhos. É aqui que se gera receita direta, na interação com clientes.

E a equipa? 78% dos colaboradores em Portugal veem a IA com confiança. Quem lidera usa-a para amplificar os melhores profissionais — não para os substituir.

Estudo com 2.567 executivos em 34 mercados.

Fontes Jornal Económico, mai 2026 NTT DATA · Global AI Report 2026
06 No stand automóvel

Onde é que isto
se sente ao balcão.

As estatísticas são a moldura. Isto é o quadro: o que acontece, todas as semanas, num stand que trabalha no limite da sua capacidade.

  • O interessado escreve às 23h de sábado — e a resposta chega na segunda-feira. Ou nunca.
  • Quem não compra logo é esquecido; ninguém faz o acompanhamento ao terceiro dia.
  • O dono não tem números: quantos contactos entraram, quantos compraram, porque se perderam os outros.

É exatamente aqui que um colaborador digital atua: responde na hora, a qualquer hora, faz o acompanhamento sozinho e regista tudo — e a equipa fecha a venda.

Fonte Jornal Económico · «as empresas não usam IA onde gera receita direta», mai 2026
07 O horizonte

Não é «se».
É «quem primeiro».

A Nova SBE estima que, até 2030, 75% das empresas portuguesas usarão IA diariamente em pelo menos uma função-chave. Curiosidade não paga contas — números concretos, sim.

Fontes Executive Digest · Nova SBE, jul 2026 Dinheiro Vivo/SAPO, jul 2026